Brilhante exibição de Teodósio no Casinos do Algarve

As condicionantes que marcaram a 40ª edição do Rallye Casinos do Algarve foram ultrapassadas pela competição na estrada. Ricardo Teodósio e João Luz foram os mais rápidos, mas a vitória à geral ficou na posse de Pedro Meireles e Mário Castro em Mitsubishi EVO10.

O difícil período que atravessam as competições motorizadas em Portugal levaram a que o número de participantes do Casinos do Algarve fosse pequeno. Juntar os concorrentes do CPR e da Taça de Portugal (incluindo CRRS) no mesmo pelotão foi uma decisão audaz, que permitiu aumentar o interesse competitivo do rali.

A dupla algarvia Ricardo Teodósio e João Luz em Mitsubishi Lancer EVO 4 estiveram imbatíveis. Entraram com a “faca nos dentes”, efetuando os melhores tempos e somando vitórias em todas as especiais de classificação. No compto geral, separaram mais de dois minutos do concorrente seguinte. A audácia do piloto algarvio foi compensada com a vitória na Taça de Portugal, a vitória entre os elementos que pontuavam para o regional sul, facto que lhe permitiu sagrar bicampeão regional de ralis, e ser o piloto mais rápido a efetuar as oito especiais que compunham o rali. No entanto, fundamentando na regulamentação, a vitória geral da prova foi averbada pela dupla Pedro Meireles e Mário Castro, os melhores representantes do CPR, num Mitsubishi Lancer EVO X. Pensando apenas no campeonato nacional, Pedro Meireles entrou com o pé direito e foi construindo paulatinamente uma vantagem sobre os rivais, que culminou na primeira vitória à geral.

Muito mais animada esteve a luta pelo Campeonato de Portugal de 2 Litros / 2 Rodas Motrizes. João Silva/José Janela e Ivo Nogueira/Vítor Hugo discutiram a vitória na prova. No final da primeira secção a o madeirense levava uma vantagem de 13,3 segundos, mas nas duas especiais seguintes a dupla do Citroën DS3 inverteu a situação, passando para a frente por 12 segundos. O forcing feito por Ivo Nogueira, levou a um desgaste nos travões, e no último troço perdeu quase dois minutos, ficando fora da contenda do CPR2 e fora do pódio. Ficou com a consolação de ter ganho o Troféu Citroën.

Com uma exibição algo apagada e longe do que nos habituou, Vítor Pascoal, com Luís Ramalho ao seu lado, em Mitsubishi Lancer EVO 4 andou constantemente no quarto posto. Ascendeu ao terceiro lugar do CPR na última especial do rali graças aos problemas que atingiram a viatura de Ivo Nogueira.

António Costa, foi presença de última hora no rali, participando ao lado de Miguel Barbosa no Mitsubishi EVO IX. O sexto lugar final foi suficiente para se sagrar campeão nacional de segundos condutores.

A decisão da primeira edição da Taça de Portugal de Ralis ocorreu nos troços de Monchique. Julio Bastos e Renato Pita eram os candidatos, mas os concorrentes locais desempenhavam importante papel na obtenção do resultado final. A vitória na Taça estava “reservada” para Ricardo Teodósio, que andava longe da demais concorrência. No final da 1ª secção Renato Pita ocupava o segundo posto, enquanto Júlio Bastos quedava-se no oitavo. Estas contas favoreciam o piloto do Mitsubishi. Foram os abandonos que levaram à aferição do resultado final. As desistências de António Lampreia, Pedro Lança e Octávio Nogueira, contribuíram para que Júlio Bastos acabasse no quarto posto e obtivesse os pontos necessários para sair de Portimão como o 1º vencedor da Taça de Portugal. Nas contas do rali, Márcio Marreiros foi o terceiro classificado e José Carlos Paté foi o quinto.

No final da 1ª secção, a classificação do rali aferia o resultado do Campeonato Regional do Sul. Com naturalidade, Ricardo Teodósio e João Luz foram os vencedore. Este resultado foi suficiente para consagrar o piloto da Guia como bicampeão regional, a uma prova do fim. Márcio Marreiros e Pedro Conde não começaram da melhor forma, pois problemas no turbo do Mitsubishi atiraram para trás na tabela classificativa. Solucionados os problemas, o piloto portimonense confirmou o estatuto de especialista de asfalto e averbou tempos próximos do líder, incluíndo um 2º tempo à geral. A dupla acabou no segundo posto do regional, permitindo que Pedro Conde entre para a última prova com 15 pontos de vantagem sobre João Luz, e reais hipóteses de vencer o título de navegadores regionais no seu rali número 100.

No terceiro posto surgem Pedro Lança e Ricardo Batista, no Citroën Saxo, que aproveitaram a especificidade do piso para tirar dividendos. Inicialmente numa interessante contenda com a equipa Gil Antunes e Diogo Correia, viram a luta acabar após um furo do piloto do Astra GSi. No final visivelmente satisfeitos, ainda estão na luta pelo vice-campeonato do sul.

As veteranas duplas António Lampreia/António Morais em Ford Escort Cosworth e José Carlos Paté / José Gago em BMW 325 IX completaram a tabelas dos cinco primeiros do regional sul.

Em altura de crise, e com uma lista de concorrentes reduzida, o Clube Automóvel do Algarve organizou uma prova que mereceu elogios da maioria dos participantes. Este ano a aposta também recaiu na divulgação e promoção do evento através das redes sociais, aproveitando o Facebook, o site oficial e os vídeos no Youtube para dar voz aos participantes, numa iniciativa inédita entre as organizações nacionais.

(QM Rally)
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